São passados 20 anos de minha conversão...

15. nov, 2018

dissonância cognitiva

Dissonância cognitiva

http://sofos.wikidot.com/dissonancia-cognitiva

 

Termo cunhado pelo psicólogo americano Leon Festinger em 1956 no seu livro “When Prophecy Fails”.

 

A teoria da dissonância cognitiva defende a ideia segundo a qual 1) as pessoas são geralmente auto-motivadas no sentido de reduzir a dissonância ideológica (incoerência de ideias) mediante a alteração das suas percepções e cognições, ao mesmo tempo que criam outras cognições para cimentar o seu sistema de crenças– ou, 2) em alternativa, reduzindo a importância que se dá aos elementos ideológicos dissonantes e incoerentes que podem perturbar o seu sistema de crenças.

Quando as pessoas pretendem que as suas expectativas se tornem reais, exigem que a realidade se adeqúe àquilo que elas pensam que deveria ser, no sentido de encontrarem um senso de equilíbrio. Mas quando a realidade não se adequa àquilo que essas pessoas pensam que deveria ser, então elas entram em dissonância cognitiva e numa sensação de desconforto e de mal-estar. Para obviar a esta situação, essas pessoas tentarão sempre evitar situações ou fontes de informação que dêem azo a sentimentos de desconforto e, por isso, de dissonância cognitiva.

Por exemplo, é possível que alguém que é contra as touradas não passe sem comer carne de bovino. Para "remendar" essa incoerência (dissonância cognitiva) que a incomoda, essa pessoa pura e simplesmente desvaloriza a morte dos animais nos matadouros, dizendo por exemplo que “é uma morte rápida”. Por outro lado, possivelmente essa pessoa poderá ser contra as touradas e a favor do aborto livre: e para remendar a contradição (dissonância cognitiva) que consiste em defender a vida de um animal e não assumir a mesma posição em relação à vida humana, essa pessoa dirá que “a vida humana só começa a partir de um determinado tempo – por exemplo, 12 semanas – de gestação intra-uterina”. Tentando desvalorizar os dados provenientes da realidade, essa pessoa transforma a realidade em si mesma naquilo que ela quer que esta seja.

dissonância cognitiva funciona segundo o processo de “redução da dissonância”, por três vias: a primeira, consiste em reduzir a importância dos factos que contradizem as suas expectativas acerca da realidade; a segunda consiste em adicionar elementos de consonância (por exemplo, dizendo que “a vida humana só começa às 12 semanas”: trata-se aqui de um elemento de consonância ou de adequação da realidade com a crença da pessoa); a terceira consiste em mudar a substância dos factores de dissonância (por exemplo, separando os factos da morte do touro na arena, por um lado, da morte do animal no matadouro, por outro lado).


Em política, a dissonância cognitiva manifesta-se quando uma determinada autoridade de direito, reconhecida como tal pelo povo, se comporta de forma irracional, fazendo com que o cidadão tente conciliar mentalmente essa autoridade de direito, por um lado, com a irracionalidade que se lhe reconhece no seu comportamento, por outro lado.1

Face à contradição da autoridade de direito, o cidadão tem dois caminhos: ou baixa os braços e desinteressa-se da política, aceitando toda a prepotência do Poder da autoridade e sem protestar ("1984", George Orwell); ou constrói uma mundividência que tente conciliar o contraditório implícito na acção da autoridade mediante a obliteração da lógica e/ou através do branqueamento do discurso político, por forma a que a contradição da autoridade seja relegada para um plano invisível [ideologia e/ou o conceito de “pensamento duplo” de Orwell].


Notas

1. Ver Estimulação Contraditóriaprogresso da opinião pública

Editado por (OBraga)

Estimulação Contraditória

O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 - 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes.

Isso funciona de maneira quase infalível, mesmo que os estímulos sejam de ordem puramente cognitiva e sem grande alarde emocional (frases contraditórias ditas numa sequência camuflada, de modo a criar uma confusão subconsciente). Mas é claro que funciona muito mais se o sujeito for submetido ao impacto de emoções contraditórias fortes o bastante para criar rapidamente um estado de desconforto psicológico intolerável. Esse mesmo desconforto serve de camuflagem, pois a vítima não tem tempo de averiguar que a contradição vem da fonte, e não do seu próprio interior, de modo que ao estado de aflição vêm somar-se a culpa e a vergonha. A reacção automática que se segue é a busca desesperada de um novo padrão de equilíbrio, isto é, de um sentimento mais abrangente que pareça comportar em si, numa síntese dialéctica, as duas emoções inicialmente vivenciadas como contraditórias, e que ao mesmo tempo possa aliviar o sentimento de vergonha que o indivíduo sente perante a fonte estimuladora, que a esta altura ele toma como seu observador crítico e seu juiz.

Se o leitor examinar com certa atenção o discurso esquerdista, verá que ele procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objecto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva.

Digo medo e compaixão, mas nunca se trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária, a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. As destruições de fazendas pelo MST são um exemplo nítido: a classe atacada fica paralisada entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar protecção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

Olavo de Carvalho, in Engenharia da confusão

Ver também: dissonância cognitivapensamento duplo.

http://sofos.wikidot.com/estimulacao-contraditoria

 

Pensamento duplo

Pensamento duplo

  • Termo1 cunhado por George Orwell no seu livro “1984” , que descreve o acto de se aceitar como correctas, simultaneamente duas crenças mutuamente contraditórias e exclusivas entre si, e muitas vezes em contextos sociais diferenciados.

Um exemplo de pensamento duplo é aceitar como correctas duas noções contraditórias — de alguns políticos — segundo as quais “Portugal será um grande país dentro de uma Europa federalista.

“A vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor” — Luís Montenegro, membro do Partido Social Democrata e da maçonaria

Nota

1. em inglês, Doublethink.

Editado por (OBraga)

 

 

4. out, 2018

Dia 4 de Outubro de 2018

 

Quando comecei a realmente me converter e voltar para a Igreja Católica comecei a levar choques pelo que experimentei nas celebrações da Santa Missa em especial em relação ao amor, respeito e cuidados com a Santíssima Eucaristia.

Claro eu fui educada e aproximada pelas Mensagens de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santíssima Trindade, eu fui conquistada pela absoluta integridade, amor, beleza e dignissima ternura da autoridade paternal e salvífica do próprio Deus, e me tornei super sensível espiritualmente no contato terreno. Isso quer dizer que tudo que fere a santidade, dignidade e integridade de Deus passou a ferir-me também. Isso porque ao me confessar com verdadeiro arrependimento e recebendo o perdão sacramental, a minha alma limpa foi preenchida de Espírito Santo e começou a transformar-me de dentro para fora, mudando todos meus gostos e sensibilidades. É uma transformação incrível, impressionante e maravilhosa!! E que faz a gente começar a sofrer os contrários do mundo, as contradições. E aí sim junto a alegria espiritual de sentir-se com Deus vem o grave sofrimento da contradição no mundo, vem a pesada cruz de estar num mundo que contraria toda santidade, beleza e amor de Deus. E então começamos a aprender as dores do Corpo de Cristo que é a Igreja. Voltarei a descrever esse sofrimento terrível. Sofro até hoje porém agora com entendimento e amor, com liberdade sou prisioneira do amor com Cristo neste mundo para salvar a minha alma e a dos outros que puder ajudar com minha cruz unida a de Cristo.

Ao começar a frequentar a Igreja Católica eu ficava constrangida, chocada e espantada que pudesse haver um Padre ou Bispo e fiéis que tratassem a Casa de Deus e a Santíssima Eucaristia de um modo frio e grosseiro. Enquanto eu estava completamente e cada vez mais cheia de amor, respeito, veneração e mil cuidados com tudo que é santo, sagrado e divino!!! Comecei a sofrer o contraste e o paradoxo, comecei a sofrer uma tortura cada vez que is à Igreja cumprir o preceito e dedicar-me inteiramente. Podem imaginar tudo que eu não sabia e que sei agora sobre a destruição increditável da Igreja Católica em todos os sentidos. Eu não queria acreditar e fui buscando entender e descobrir o que pensavam os fiéis e os Padres e Bispos, fui convivendo, sofrendo cada vez mais ao ir dando-me conta e entendendo, por experiência direta na participação sacramental e ativa na Igreja, que são verdade todas as advertências, avisos, queixas, lágrimas, denúncias, correções que Nosso Senhor Jesus Cristo vai nos dando ao longo das Mensagens, e que ao ler por primeira vez estranhava e não entendia.

Está tudo nas Mensagens.

Passados 20 anos com tudo que hoje em dia vimos e estamos agoramesmo vendo na Igreja e no mundo, agradeço a Deus porque me concedeu ler suas mensagens de A Verdadeira Vida em Deus em que aprendi tudo com o próprio Deus Tres Vezes Santo.

E me tornei uma filha que conhece seu Pai, que recebeu e recebe Dele a Verdade que eu buscava e busco todo tempo ate que Deus me chame para a prestação de contas e a eternidade conforme o Juizo de Deus que não é possível conhecer ou imaginar antecipadamente.

Nestes 20 anos aprendi tanto que mal me reconheço antes. Li muito e até fui fazer graduação em Teologia, mas só aguentei 2 anos porque já nos últimos 5 anos sinto-me tão desgastada e saturada com as contradições, heresias, sacrilégios, profanações, grosserias, abusos, ignorancia, que comecei a me sentir adoecida, flagelada, em agonia com Cristo, e mesmo em muitíssimas ocasiões crucificada e torturada com Cristo sobre o Altar e no Sacrário isolado e desrespeitado... Aprendi a contemplação e Deus me ensinou a unir-me a Ele com a ciência da Cruz.

Li muito a vida dos Santos, e li com particular interesse e surprendente compreensão os tres doutores carmelitasd: Santa Tereza de Jesus, São João da Cruz e Santa Terezinha do Menino Jesus. Claro que consegui entender a teologia mística porque lendo A Verdadeira Vida em Deus vamos aprendendo a contemplação que é a mais alta espiritualidade cristã!! Lenco desde o primeiro volume em ordem vamos aprendendo tudo que é ensinado a Vassula Ryden, e o próprio Senhor manda que ao ler as Mensagens o leitor deve colocar o próprio nome no lugar do nome de Vassula. É claro que vamos entender quando Deus fala algo só para Vassula como fica evidente pelo contexto do que é dito e pela condiçao dela de mensageira, vidente ou profeta; Vassula prefere ser chamada de mensageira e ser tratada como igual a nós porque alguém teria de servir assim e poderia ser qualquer um de nós mas ela foi criada para esse serviço a Deus e ao próximo. Vassula não quer que a idolatremos, mas que sempre estejamos com atenção em Deus e nas mensagens, ela é só um insturmento, a secretária, o lápis e o papel.

Gosto muito de Vassula Ryden e sou muito agradecida a ela por corresponder livremente ao chamado de Deus que foi o que me salvou do mundo e do pecado, eu estava morta espiritualmente mesmo.

Li muito e estudei tudo quanto pude sobre a Igreja de Cristo, as diferenças entre Ortodoxos, Católicos e Protestantes, a história, a teologia, as Sagradas Escrituras. Quanto mais lia as Mensagens mais percebia minha ignorância e erros durante toda vida e também percebia isso nos outros.

Lendo e aprendendo com Deus nas Mensagens começaram a cair as escamas que cobriam meus olhos da alma e do entendimento. Impressionante, o mundo, a existência nossa, tudo começou a ficar transparente e entendido.

Esse processo interior de conversão gradativa e conhecimento de Deus, como Ele é, o que pensa, o que realmente quer dizer nas Escrituras, como atua, sente e fala, como é sensível e bondoso, como é educadíssimo, como é maravilhosa Sua Inteligência, como é compressivo e exulta de alegria com as mais pequenas atenções que com Ele temos, com o amor simples e ingenuo que a Ele manifestamos na nossa pobreza e espontaneidade ao mesmo tempo respeitosa.

E Deus nos dá muitíssimas graças místicas que são tantas e surpreendentes e adequadas a cada um conforme a própria carência e modo de ser!!

Deus é tão maravilhoso, tão amigo e solidário de verdade, e Ele é real e se manifesta a nós todo tempo, Ele tudo providencia para ajudar e educar-nos para o Céu MAS SEMPRE RESPEITANDO NOSSA LIBERDADE!!!

Deus Altíssimo não pode violar a nossa liberdade, Ele apenas procura conquistar a gente com amor e maravilhas de entendimento e de sinais místicos. Por isso a metáfora do Matrimônio Místico é tão importante e adequada, o Cântico dos Cânticos mostra a metáfora do Amado e da Amada para explicar que Deus ama as almas com essa extrema beleza e delicadeza de buscar conquistar o amor da alma, sem forçá-la mas revelando-se de mila modos para atrai a alma a Si pela vontade livre da alma.

Ninguém vai à força para o Céu.

Ninguém vai à força para o Inferno.

Precisa escolher livremente e essa escolha livre fazemos durante a vida neste mundo até o último instante podemos escolher e mudar tudo como aconteceu com o bom ladrão e o mau ladrão...

Pensemos muito nisso: Deus Todo Poderoso, Onisciente, Onipotente, Onipresente encontra uma única coisa que não pode fazer, encontra um único limite: a liberdade de escolha da humanidade, da criatura que criou por amor para amá-lo e unir-se a Ele e participar de Sua Divindade, e assim ser deus por participação!! 

Deus nos concede sermos deusses por participação, Deus quer partilhar de Si Mesmo conosco se acolhemos o Caminho, a Verdade e a Vida...

Até a próxima. 

3. jul, 2018

São passados 20 anos de minha conversão em 1998, através da obra mística A Verdadeira Vida em Deus, cuja mensageira é Vassula Ryden.

Fui batizada em 8/04/1957 e recebi a Primeira Eucaristia na Igreja Católica em 25/10/1964. Não fui crismada, somente agora em 2009 depois de voltar a Igreja Católica.

Abandonei a fé católica e esqueci de Deus durante minha adolescência.

Ao voltar em 1998 fui dando-me conta de que mal sabia o que é o Cristianismo.

Por meio das Mensagens de AVVD (A Verdadeira Vida em Deus) comprei minha primeira Biblia e comecei a ler orientada pelos ensinamentos de Jesus. Havia lido todo Evangelho ja recentemente.

Passados 20 anos de estudo e vivência na Igreja pretendo expressar um pouco do que aprendi e expor os questionamentos e oferecer informação para utilidade de quem puder ler com proveito o que irei comentando à partir de agora nesse blog.

 

 

 

Continuação, Setembro 2018

 

Fazer um relato sobre a tragetória de minha conversão exige um grande esforço de boa vontade, paciência e amor.

Estou já tão diferente do que eu era há 20 anos atrás, em 1998!

Estamos enfrentando muitas tribulações e nos sentimos afetados por incertezas e temores em alguma medida e nesta primeira quinzena de Setembro de 2018 os ânimos no Brasil estão bem exaltados.Que Deus nos ajude sempre.

A primeira lembrança de 1998 é que buscava afinal a verdade em tudo e em toda parte.

Meu muito querido irmão acabava de falecer e durante sua doença e derradeira agonia que acompanhei, algo inteiramente novo aconteceu comigo.

No instante em que meu irmão ficou sem poder nos dizer mais como se sentia e qual ajuda estaria precisando, foi que aconteceu algo dentro de mim que me mudou para sempre.

Faço aqui uma pausa e continuo amanhã.